Movimento nacional pelo fim das exportações de animais vivos

Ontem, a causa da defesa animal ocupou por quase 4 horas toda a extensão do MASP na avenida Paulista, com direito a megafone e passeata escoltada pela polícia militar.

Esse mesmo ato foi reproduzido em outras 12 cidades pelo Brasil afora e foi apoiado oficialmente por 72 entidades bem ativas nesse campo. Os protestos foram organizados pelo Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos e alertaram para prejuízos de todas as naturezas causados pela cadeia produtiva do abate no exterior.

Sob a hashtag #naoexportevidas, a campanha coletiva repercutiu o caráter ao mesmo tempo inconstitucional, insalubre, antiético, antiecológico e, pá de cal, antieconômico, desta prática. E confesso que, para mim, que sempre simpatizei com a causa a animal, é um orgulho imenso estar à frente da Adag ajudando a construir um projeto com tanto significado.

Nesse contexto, uma cena em meio a muitos acontecimentos de grande intensidade me valeu o dia.

Durante a caminhada, essa ‘senhora cidadã’ me tocou em especial pela sua atitude de mostrar (de braço bem esticado) o folhetinho da campanha – um gesto altivo oferecido para a câmera, acompanhado de um sorriso largo e autêntico e um olhar esperançoso, como que dizendo: alto lá!
Entre tantos momentos significativos, ganhei o domingo.

Abraços, alto lá e boa semana!

Ps: 12 de abril tem mais, em São Sebastião, litoral de São Paulo, onde faremos campanha e acompanharemos a audiência pública promovida em torno do Projeto de Lei (PL Fuly), proposto pelo presidente da Câmara Municipal, Marcos Fuly, pela proibição do transporte de animais vivos no município.

Luiz Celso Piratininga Jr

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